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Desertificação é o fenómeno que corresponde à transformação de uma área num deserto. Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, esta é "a degradação da terra nas regiões áridas, semi-áridas e sub-húmidas secas, resultante devários factores, entre eles as variações climáticas e as atividades humanas". Considera as áreas susceptíveis aquelas com Índice de Aridez entre 0,05 e 0,65. A ONU adoptou o dia 17 de Junho como o Dia Mundial de Combate à Desertificação. O problema vem sendo detectado desde os anos 30, nos Estados Unidos, quando intensos processos de destruição da vegetação e solos ocorreu no meio do Oeste americano. Muitas outras situações consideradas como graves problemas de desertificação foram sendo detectadas ao longo do tempo em vários países do mundo. América Latina, Ásia, Europa, África e Austrália oferecem exemplos de áreas onde o homem, através do uso inadequado e/ou intensivo da terra, destruiu os recursos e transformou terras férteis em desertos ecológicos e económicos. Principais problemas: - vulnerabilidade às secas, que impactam directamente a agricultura de sequeiro e pecuária - fraca capacidade de reorganizar a estrutura produtiva do sertão - desmatamento resultante da pecuária extensiva e do uso de madeira para fins energéticos - problemas graves de desertificação já identificados - sinalização dos solos decorrente do manejo inadequado na agricultura e no pastoreio - perda de dinamismo de atividades industriais e comerciais - precária conservação da infra-estrutura rodoviária - precário atendimento dos serviços de comunicação - precário sistema de difusão tecnológica - baixa produção científica e tecnológica para as necessidades do semi-árido - deficiência nos níveis de capacitação da mão-de-obra rural, industrial e do comércio - fragilidade institucional - gestão municipal sem planeamento e comprometimento com objetivos a longo prazo.
Texto adaptado do artigo publicado na Wikipédia:http://pt.wikipedia.org/wiki/Desertifica%C3%A7%C3%A3o |
O caso do Mar Aral: A diminuição do volume de água no Mar Aral é considerado um dos maiores desastres ambientais e humanos da história.
Na década de 1960, o mar Aral tinha uma superfície de 66,5 mil km², com profundidade média de 16 metros e salinidade de 1/3 mais baixa que registada geralmente nos oceanos. Dois rios principais lançavam suas águas no Aral: o Amu Dária, ao sul e o Sir Dária a nordeste. Por ano proporcionava 40 mil toneladas de pesca, e era uma rica fonte para a variedade biológica da região. Nesta mesma década, as autoridades soviéticas intensificaram a política de irrigação, utilizando as águas dos rios. A meta era cultivar 7 milhões de hectares da Ásia Central na cultura do algodão. Esse sistema de cultivo tornou em pouco tempo o Uzbequistão no quarto maior produtor e no segundo exportador mundial do “ouro branco”. Tal sucesso económico provocou enormes danos ao meio ambiente e às populações da região, especificamente para mais de 1 milhão de pessoas da Karakalpakia, república autónoma do Usbequistão.
Actualmente, o nível do Mar Aral baixou 30 m desde 1960 e ele perdeu 80% da sua superfície. Seu volume passou de 1100 km³ a 650 km³ de 1960 a 1990. O litoral recuou mais de 80 km. Em 1990 mais de 90% das terras húmidas ao redor da região secaram.
Fonte: wikipédia
A desertificação ocorre em mais de 100 países do mundo. Por isso é considerada um problema global. As regiões áridas, semi-áridas e sub-húmidas secas, também chamadas de terras secas, ocupam mais de 37% de toda a superfície do planeta, abrigando mais de 1 bilião de pessoas, ou seja, 1/6 da população mundial, cujos indicadores são de baixo nível de renda, baixo padrão tecnológico, baixo nível de escolaridade e ingestão de proteínas abaixo dos níveis aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde.Consequências da desertificação:
Problemas de natureza ambiental e climática: Como perda de biodiversidade (flora e fauna), a perda de solos por erosão, a diminuição da disponibilidade de recursos hídricos, resultado tanto dos factores climáticos adversos quando da perda da capacidade produtiva dos solos em razão da baixa humidade provocada, também, pelo manejo inadequado da cobertura vegetal.Problemas de natureza social: Abandono das terras por partes das populações mais pobres, a diminuição da qualidade de vida e aumento da mortalidade infantil, a diminuição da expectativa de vida da população e a desestruturação das famílias como unidades produtivas. Acrescente-se, também, o crescimento da pobreza urbana devido às migrações, a desorganização das cidades, o aumento da poluição e problemas ambientais urbanos. Problemas de natureza económica: Destacam-se a queda na produtividade e produção agrícolas, a diminuição da renda do consumo das populações, dificuldade de manter uma oferta de produtos agrícolas de maneira constante, de modo a atender os mercados regional e nacional, sobretudo a agricultura de sequeiro que é mais dependente dos fatores climáticos. Problemas de natureza político institucional: Há uma perda da capacidade produtiva do Estado, sobretudo no meio rural, que repercute diretamente na arrecadação de impostos e na circulação da renda e, por outro lado, criam-se novas demandas sociais que extrapolam a capacidade do Estado de atendê-las.
Fotógrafos seleccionados:Felix Pütsch (foto página principal), John Spooner, Staecker, Tomas Castelazo. |
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